Gabriel critica demagogia da esquerda na votação sobre o plebiscito

Parlamentar lembrou que por duas ocasiões a oposição teve a chance de aprovar a realização da consulta

23/04/2019

Manifestação ocorreu durante a votação da PEC 272/2019 nesta terça-feira, 23 de abril | Foto: Juliane Pimentel

Nesta terça-feira, 22 de abril, durante a discussão da PEC 272 2019, do Executivo, que retira da Constituição Estadual a obrigatoriedade da realização de plebiscito para a venda da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Companhia de Gás do RS (Sulgás), o deputado Gabriel Souza foi à tribuna para expor a incoerência dos discursos das bancadas de oposição sobre o tema ao longo dos últimos anos.

Ex-líder do governo José Ivo Sartori, Gabriel lembrou que a defesa do plebiscito foi uma pauta presente na gestão anterior que o ex-governador, por duas oportunidades, tentou o apoio do Legislativo para realização do referendo. “Vejo parlamentares hoje usando um jargão que eu utilizei lá atrás e que dizia “Plebiscito Já”. Porém, em 2017 e em 2018, eles negaram a realização da consulta. Essa é a verdade”, afirmou.

Souza relembrou os dois momentos em que a oposição, que hoje defende a realização da consulta popular, foi contrária à proposta. O primeiro, em 2017, é um documento assinado pelas bancadas do PT, PCdoB e Psol, que manifestava a não concordância para publicação e inclusão na ordem do dia do PDL 3/2017 – que autorizava a realização do plebiscito. O segundo documento exposto pelo parlamentar foi o resultado da votação, em 2018, do PL 69/2018 – que permitiria a realização do referendo junto com as eleições daquele ano -, e que foi negado integralmente pelas bancadas do PT, PCdoB, PDT e Psol.

“Quem não quer privatizar, mesmo que a estatal dê prejuízo, por ideologia nefasta, antiquada e ultrapassada, é a bancada da oposição. Eles é que fazem com que o contribuinte pague a conta por questões dogmáticas, defesa de corporações e, principalmente, um sindicalismo que muito tempo atrás já deveria ter sido alterado neste estado”, criticou.

Ao final, Gabriel disse que o que as bancadas da esquerda querem é que o erário público continue arcando com o prejuízo de empresas públicas. “Essas estatais não deveriam mais estar nas mãos do Estado, em serviços que não são essenciais. O que a oposição faz é baseada em seus interesses corporativos, sindicais e ideológicos”, finalizou.

No início da noite, a proposta foi aprovada, em primeiro turno, com 40 votos favoráveis e 13 contrários.

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