Gabriel pede que MEC implemente política de financiamento estudantil emergencial

16/04/2020

Financiamento estudantil emergencialSouza preside a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades | Foto: Juliane Pimentel

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades do Rio Grande do Sul, o deputado estadual Gabriel Souza (MDB) encaminhou na tarde desta quinta-feira, 16 de abril, ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, uma solicitação para que o MEC implemente uma política de financiamento estudantil emergencial. O pedido é reiterado por uma série de entidades do setor privado de educação, com e sem fins lucrativos, como a Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc), o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) e o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas – Comung.

O parlamentar explica que o objetivo da proposta é mitigar os impactos da crise no ensino superior, setor que, segundo o deputado, se mostra cada vez mais importante para o desenvolvimento do País. “A nossa sugestão é que esta política de financiamento estudantil emergencial seja implementada para aqueles estudantes que comprovarem a diminuição de renda em decorrência da crise”, detalha. Gabriel afirma também que a medida, de caráter limitado, será fundamental para reduzir os danos e apoiar as nossas instituições, bem como garantir o acesso dos alunos à educação.

Gabriel detalha no ofício encaminhado ao MEC que a diminuição de renda dos brasileiros decorrente da crise econômica causada pela pandemia de Covid-19 impactará diretamente o setor de ensino superior. “Milhares de estudantes terão dificuldade em honrar com as suas mensalidades, o que representará uma significativa inadimplência. Em decorrência disto, a manutenção dos serviços oferecidos pelas universidades será prejudicada e, em alguns casos, poderá ser até mesmo inviabilizada”, reforça Gabriel.

Apoio das universidades

No texto assinado pelas entidades, incluindo o Comung, que reúne as principais instituições de ensino privado do Rio Grande do Sul, o grupo reforça a importância da política para manutenção das atividades. “A dependência do setor de ensino em relação à conjuntura econômica como um todo, agravada pela crise econômica causada pela pandemia, por si só constituiria fator suficiente para estimular a necessária criação e a consolidação de ferramentas para possibilitar que o sistema educacional se mantenha íntegro durante e após a crise referenciada e permanecendo forte e competitivo”, diz trecho do documento.